A Responsabilidade Social das empresas inscreve-se no debate sobre a globalização e o desenvolvimento sustentável. Representa um aspecto do modelo social europeu e constitui um meio de defender a solidariedade, a coesão e a igualdade de oportunidades. Pode igualmente contribuir para uma melhor qualidade de vida elevada num ambiente saudável. Muitos são os instrumentos que reflectem a sua importância.
Foco de tanta atenção, a Responsabilidade Social das empresas (RSE) transformou-se em tema tão sedutor quanto controverso. A expressão é usada por diferentes pessoas para significar práticas de gestão distintas.
Em 2005, foi divulgada, pela revista The Economist, uma visão sugerindo que se submetessem as actividades empresariais de RSE a dois testes:
a)Contribuem ou não para beneficiar a organização?
b)Promovem ou não o bem comum?
Do cruzamento dos dois requisitos resultam quatro tipos de actividades:
1) As que satisfazem ambos devem ser denominadas "boa gestão", mais do que RSE.
2) A virtude emprestada
Corresponde a acções que aumentam o bem-estar social mas reduzem os lucros.
3) A perniciosa
A que aumenta os lucros mas diminui o bem-estar social.
4) A ilusória
É a que reduz os lucros e o bem social.
A tese pode gerar controvérsia, mas ajuda a compreender que as empresas nesta matéria devem atender aos dois objectivos.
Caso contrário, incorrem em dois riscos:
(1) O de hipotecarem o seu futuro, perdendo a possibilidade de prosseguir o bem comum;
(2) O de aplicarem indevidamente os recursos destinados a bens sociais.